Terremoto de Lisboa
Terremoto de Lisboa foi um dos mais graves desastres naturais da história da Europa. O tremor, junto com o tsunami e incêndios que se seguiram, deixou cerca de 100 mil mortos. As ondas de choque, sentidas em todo o mundo, abalaram crenças estabelecidas. Situada na costa sudoeste de Portugal, foz do rio Tejo, Lisboa era, no século XVIII, rica cidade, centro de vasto império global. Mas, às 10 horas da manhã de 12 de novembro de 1755, terremoto de estimados 9 graus na escala Richter (o máximo já registrado foi 10) reduziu Lisboa a escombros.
Fendas de até 5 metros de largura abriram-se no chão, tragando prédios e pessoas.
Em pânico, moradores fugiram para o porto, na foz do rio, subindo às pressas em navios com a falsa impressão de terem encontrado lugar seguro. Mas ao tremor seguiu-se um tsunami. Gigantesca onda de cerca de 6 m de altura rebentou na cidade e seguiu rio acima, deixando rastro de morte e destruição. Por toda costa portuguesa, cidades foram tomadas por enchentes catastróficas. Também houve inundação em Agadir, no norte da África, e as ondas percorreram distâncias impressionantes, chegando ao norte da Europa e Barbados, do outro lado do Atlântico.
Quando a terra parou de tremer e as águas recuaram, Lisboa foi tomada por incêndios. As chamas arderam por seis dias. As catástrofes em série destruíram três quartos dos edifícios lisboetas, incluindo a grande biblioteca real, que abrigava valiosas obras de arte e registros históricos das expedições portuguesas ao Sudeste Asiático.
O terremoto ocorreu no Dia de Todos os Santos, um dos mais sagrados do calendário cristão. Para padres a coincidência indicava castigo de Deus. Outros passaram a questionar a existência de ser superior. O fato tornou-se importante tema de discussão para pensadores do Iluminismo (págs. 288-289), que buscavam as causas de desastres semelhantes no mundo natural, em vez de atribuí-los à ira de Deus. Escritor e filósofo francês, Voltaire usou o terremoto para atacar a fé cega em Deus. Filósofo alemão, Immanuel Kant argumentou que as causas do desastre deviam ser examinadas à luz da ciência. Para Kant, a humanidade tinha a responsabilidade de se preparar para tais eventos.
Desastre
Durante o terremoto, edifícios de Lisboa balançaram, navios atracados no porto se perderam e muitas construções desabaram, matando ocupantes.
“Posso assegurar-lhe que esta cidade outrora opulenta agora não passa de ruínas...” REVERENDO CHARLES DAVY, TESTEMUNHA 1755.
Fonte: Enciclopédia Ilustrada de História
Postado por:AA 11/11/09